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Criptovia CoinTelegraph

Dificuldade de mineração do Bitcoin cai 10% no 11º maior ajuste negativo

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A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu 10% no domingo, marcando o 11º maior ajuste negativo da história, enquanto parte do hashrate ficou offline.

Dificuldade de mineração do Bitcoin cai 10% no 11º maior ajuste negativo

A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu 10% no domingo, sua 11ª maior queda histórica, enquanto parte do hashrate ficou offline. Este é o segundo maior ajuste negativo do ano, após a mudança de 11% em fevereiro. O ajuste reflete uma redução no poder computacional dedicado à mineração, já que os mineradores podem ter desligado máquinas não lucrativas devido a preços mais baixos do Bitcoin ou custos de energia mais altos. Os ajustes de dificuldade ocorrem automaticamente a cada 2.016 blocos para manter um tempo de bloco constante de aproximadamente 10 minutos. Uma queda de 10% significa que agora é mais fácil para os mineradores encontrar novos blocos, o que pode melhorar a lucratividade para os mineradores restantes. Esse movimento está inserido no ciclo de halving, que reduz pela metade a recompensa por bloco a cada quatro anos, pressionando mineradores menos eficientes a sair. Atualmente, com o halving de 2024 já ocorrido, a recompensa é de 3,125 BTC por bloco, e o break-even dos mineradores depende do preço do BTC e do custo da energia. A queda da dificuldade alivia essa pressão, mas a lucratividade ainda está atrelada ao preço do ativo. Os preços de cripto ao vivo e gráficos no NowPrice mostram como o mercado está reagindo a este evento do lado da oferta.

Os traders devem ficar atentos a possíveis impactos no hash price do Bitcoin e na pressão de venda dos mineradores. Historicamente, grandes ajustes negativos às vezes precederam recuperações de preços à medida que mineradores mais fracos saem e a eficiência da rede melhora. Além disso, a concentração de baleias on-chain e a dominância do BTC (atualmente acima de 55%) indicam que o mercado pode estar se preparando para um movimento altista. A redução das reservas de Bitcoin nas exchanges, que atingiram mínimas de vários anos, sugere que a oferta disponível para venda está diminuindo, o que historicamente é um sinal de alta. Por outro lado, fatores macro como a alta dos rendimentos dos Treasuries dos EUA e o fortalecimento do DXY podem limitar o apetite por risco, criando um cenário misto. A correlação entre BTC e esses ativos tradicionais tem se intensificado, e os fluxos de ETFs de Bitcoin à vista, que registraram entradas líquidas recentes, também influenciam o preço.

O próximo ajuste de dificuldade ocorrerá em aproximadamente duas semanas, e os participantes do mercado monitorarão se o hashrate retorna ou continua a diminuir. Se o hashrate se recuperar, pode sinalizar que mineradores voltaram a operar, possivelmente devido a um aumento no preço do BTC. Caso contrário, uma nova queda na dificuldade pode ocorrer, indicando estresse contínuo no setor. Os traders devem ficar de olho no hash price (receita por TH/s) e nos dados de fluxo de ETFs, que podem dar pistas sobre a direção do mercado. A combinação de fatores on-chain e macro será crucial para determinar se o BTC conseguirá romper resistências ou se sofrerá nova correção.

Leia o artigo original em CoinTelegraph
Resumo editorial por NowPrice. Leia o artigo original na fonte para a reportagem completa.