Ataque de drone fecha a maior refinaria da Rússia, crise de combustível se agrava
Um ataque de drone ucraniano fechou a refinaria de Omsk da Gazprom Neft, a maior da Rússia, agravando a escassez doméstica de combustível e apertando as expectativas de oferta global de diesel.

A Ucrânia desferiu um dos golpes mais contundentes até agora contra o setor de energia da Rússia, desativando a maior refinaria de petróleo do país justamente quando Moscou luta para conter uma crise de combustível que se agrava.
Fontes do setor disseram à Reuters que a refinaria de Omsk da Gazprom Neft interrompeu as operações após um ataque de drone ucraniano danificar unidades de processamento chave na instalação de 440.000 barris por dia. A refinaria é a maior produtora de gasolina da Rússia, tornando o momento particularmente doloroso para os mercados de combustíveis russos já sob tensão devido a ataques anteriores e restrições às exportações. O fechamento elimina uma parcela significativa da capacidade de refino da Rússia, podendo forçar o país a importar gasolina ou cortar ainda mais as exportações.
Para os traders de energia, este evento aperta as expectativas de oferta global de diesel e gasolina, especialmente quando o hemisfério norte entra na temporada de pico de direção no verão. A perda de capacidade de refino russa pode apoiar os spreads de crack e impulsionar as margens das refinarias em outras regiões. As cotações de combustível em tempo real da NowPrice mostram que os benchmarks de diesel e gasolina já estão reagindo à interrupção do fornecimento, com os traders precificando um prêmio de risco para as exportações de produtos russos.
Olhando adiante, os mercados acompanharão qualquer cronograma de reparo da Gazprom Neft e se a Rússia impõe novas proibições de exportação para proteger o abastecimento interno. O ataque também aumenta o risco de novos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, o que pode manter as margens de refino elevadas. Os traders devem monitorar os dados semanais de estoques dos EUA e da Europa em busca de sinais de aperto nos mercados de produtos.