Chevron e perfuradores abastecerão projeto de NGL de xisto na Argentina
Chevron e outros dois produtores de xisto argentinos assinarão contratos esta semana para abastecer um projeto de líquidos de gás natural, garantindo o sinal verde para o empreendimento de US$ 3 bilhões.

A Chevron Corp. e outros dois grandes produtores de xisto argentinos assinarão contratos esta semana para abastecer um projeto de líquidos de gás natural (NGL), um movimento que praticamente garante que o empreendimento de US$ 3 bilhões siga adiante, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.
Os contratos comprometerão matéria-prima da formação de xisto Vaca Muerta, uma das maiores reservas não convencionais de petróleo e gás do mundo, para o projeto NGL. Este desenvolvimento é um passo significativo para o setor de energia argentino, que vem buscando monetizar seus vastos recursos de xisto por meio de projetos voltados para exportação. A joint venture de NGL, apoiada por um consórcio de empresas, visa processar gás natural em líquidos valiosos como propano e butano para uso doméstico e exportação.
Para os traders de energia, este projeto representa uma mudança potencial na dinâmica de oferta global de NGL. A Vaca Muerta argentina há muito é apontada como um divisor de águas, mas gargalos de infraestrutura atrasaram o desenvolvimento em larga escala. A assinatura desses contratos de fornecimento sinaliza que o projeto está passando do planejamento para a execução, o que pode aumentar a disponibilidade global de NGL nos próximos anos. Os traders podem acompanhar o progresso deste e de outros projetos de energia no painel de combustíveis ao vivo da NowPrice, que fornece dados em tempo real sobre os fundamentos de oferta e demanda.
Olhando para o futuro, os participantes do mercado observarão mais detalhes sobre o cronograma e a capacidade do projeto. Espera-se que os contratos sejam finalizados esta semana, com a construção podendo começar ainda este ano. Se for bem-sucedida, a joint venture pode abrir caminho para projetos adicionais de NGL e GNL na Argentina, integrando ainda mais o país aos mercados globais de energia. Os investidores também devem monitorar os desenvolvimentos regulatórios e os investimentos em infraestrutura na região, pois estes serão críticos para a viabilidade de longo prazo do projeto.