Cotas de importação de aço da UE preservarão 200.000 empregos, diz Eurofer
As cotas de importação de aço mais rígidas da UE ajudarão a preservar 200.000 empregos locais, segundo o diretor-geral da Eurofer, enquanto a indústria enfrenta altos custos de energia e concorrência global.

As cotas de importação de aço mais rígidas da União Europeia ajudarão a preservar 200.000 empregos locais, segundo Axel Eggert, diretor-geral da associação europeia do aço Eurofer. As medidas, descritas como 'históricas' por Eggert, visam proteger a indústria siderúrgica do bloco do excesso de capacidade global e de práticas comerciais desleais. O setor siderúrgico tem sofrido forte pressão devido aos altos custos de energia e à intensa concorrência global, especialmente da Ásia. As novas cotas são projetadas para limitar as importações e apoiar os produtores nacionais, que são vitais para a base industrial da UE e sua transição energética. Para os traders de commodities energéticas, a saúde da indústria siderúrgica está intimamente ligada à demanda por carvão coque, minério de ferro e gás natural usados na fabricação de aço. Qualquer suporte sustentado à produção de aço pode sustentar a demanda por essas matérias-primas. Os preços ao vivo do combustível e os gráficos no NowPrice mostram como os mercados de energia estão reagindo a essas mudanças de política industrial. No futuro, a eficácia das cotas dependerá da aplicação e da resposta dos principais exportadores de aço, como China e Turquia. Os traders devem monitorar os dados de produção de aço da UE e as tendências de consumo de energia, bem como quaisquer medidas comerciais retaliatórias que possam impactar os fluxos globais de commodities. Os próximos relatórios trimestrais de produção de aço fornecerão sinais importantes sobre se as cotas estão estabilizando a indústria.