Qatar oferece primeiras cargas de petróleo fora do Estreito de Ormuz desde o início da guerra
A QatarEnergy licita petróleo para carregamento fora do Estreito de Ormuz por meio de transferências navio a navio, a primeira oferta desse tipo desde o início da guerra no Irã em fevereiro.

O Qatar emitiu sua primeira licitação de petróleo bruto para carregamento fora do Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Irã em 28 de fevereiro, disseram fontes comerciais à Reuters na sexta-feira. A estatal QatarEnergy está oferecendo os graus de petróleo bruto Marine Qatar, Marine Land e al-Shaheen por meio de transferências navio a navio (STS) entre as águas offshore de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e Sohar, em Omã. A licitação encerra em 29 de junho, com carregamento programado para julho e agosto.
Este movimento é significativo para os mercados globais de petróleo, pois contorna o Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crítico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Desde que a guerra no Irã interrompeu as rotas de navegação, os traders estão preocupados com a segurança do fornecimento. Ao oferecer petróleo bruto via transferências STS fora do estreito, o Qatar garante a entrega aos compradores sem transitar pela zona de conflito. Isso pode ajudar a aliviar os temores de oferta e potencialmente reduzir o spread Brent-Dubai, já que pontos de carregamento alternativos diminuem os prêmios de risco. Os traders podem acompanhar os movimentos de preços em tempo real no painel de combustível ao vivo da NowPrice.
Olhando adiante, os participantes do mercado acompanharão de perto os resultados da licitação. Se o Qatar conseguir carregar petróleo bruto com sucesso por essa rota, outros produtores do Golfo podem seguir o exemplo, remodelando a logística regional do petróleo. O resultado também testará o apetite dos compradores por arranjos alternativos de carregamento em meio às tensões geopolíticas em curso. Os principais dados a serem observados incluem os estoques semanais de petróleo bruto dos EUA e os números de produção da OPEP+ para julho.