Operações de refinarias na China caem para mínima de quatro anos com colapso das importações de petróleo
As refinarias chinesas reduziram as taxas de operação para o nível mais baixo em quatro anos em maio, enquanto as importações de petróleo bruto caíram para uma mínima de oito anos, sinalizando demanda fraca e potencial pressão sobre os preços globais do petróleo.

As refinarias chinesas reduziram suas taxas de operação para o nível mais baixo em quatro anos em maio, enquanto as importações de petróleo bruto caíram para uma mínima de oito anos, segundo a Bloomberg citando estatísticas oficiais. A taxa média de operação ficou em 66,3%, com volumes processados caindo 9,1% na comparação anual para 53,72 milhões de toneladas.
O declínio na atividade de refino reflete o enfraquecimento da demanda no maior importador de petróleo bruto do mundo, um motor-chave dos preços globais do petróleo. Taxas de operação mais baixas significam menor absorção de petróleo bruto, o que pode pressionar os preços de referência como Brent e WTI. Para os traders, esse dado é um sinal baixista, já que o apetite da China por petróleo historicamente sustentou o mercado. As cotações de combustível em tempo real da NowPrice mostram o Brent sendo negociado perto de US$ 72 por barril, com risco de novas quedas se a demanda chinesa continuar a enfraquecer.
Olhando adiante, os participantes do mercado ficarão atentos a qualquer sinal de recuperação na atividade industrial chinesa ou a medidas de estímulo do governo que possam impulsionar o consumo de combustível. A próxima rodada de dados econômicos da China, incluindo produção industrial e vendas no varejo, será monitorada de perto em busca de pistas sobre a recuperação da demanda. Além disso, as decisões de produção da OPEP+ e os dados de estoques dos EUA continuarão em foco enquanto o mercado equilibra a oferta com os sinais de demanda fraca vindos da Ásia.