Ouro cai para perto de US$ 4.000 com selloff de tecnologia global
O ouro caiu até 2,4% para perto de US$ 4.000 a onça, enquanto uma ampla liquidação de ações de tecnologia varria os mercados globais, desencadeando chamadas de margem e uma corrida por liquidez.

O ouro caiu até 2,4% para cerca de US$ 4.091 a onça na terça-feira, aproximando-se de uma mínima registrada no início deste mês, enquanto uma ampla liquidação de ações de tecnologia varria os mercados globais. A prata também despencou até 5%, refletindo a intensidade do movimento de aversão ao risco. As quedas ocorreram quando a liquidação das ações da SpaceX se estendeu pelo terceiro dia, eliminando US$ 600 bilhões em valor de mercado, enquanto as ações coreanas despencaram 10% em meio à volatilidade extrema. Embora o ouro seja tradicionalmente visto como um ativo de refúgio seguro, ele frequentemente cai durante liquidações generalizadas, pois os investidores liquidam posições para atender chamadas de margem e levantar caixa.
Para os traders de ouro e metais preciosos, a ação do preço atual ressalta a natureza dupla do ouro: embora sirva como reserva de valor de longo prazo, pode se comportar como um ativo de risco no curto prazo durante crises de liquidez. A forte queda da prata, que tem demanda mais industrial, destaca a pressão vendedora generalizada. Os traders podem acompanhar esses movimentos em tempo real no painel de ouro ao vivo da NowPrice, que fornece preços atualizados a cada segundo para ouro à vista, prata e instrumentos relacionados. A liquidação também ocorre em um contexto de rendimentos reais elevados e dólar americano mais forte, ambos fatores que normalmente pesam sobre os preços do ouro.
Olhando para o futuro, os traders observarão qualquer sinal de estabilização nos mercados de ações, particularmente no setor de tecnologia, pois uma recuperação ali pode aliviar a pressão de liquidez e permitir que o ouro se recupere. Os dados importantes desta semana incluem os pedidos de bens duráveis dos EUA e o índice de preços PCE núcleo, a medida de inflação preferida do Federal Reserve, que pode influenciar as expectativas de juros e a trajetória do dólar. Além disso, desenvolvimentos geopolíticos, incluindo tensões EUA-Irã, podem mudar o sentimento de risco. Uma quebra sustentada abaixo de US$ 4.000 pode desencadear mais vendas, enquanto um salto acima de US$ 4.150 sinalizaria renovado interesse de compra.