Ouro cai com alta do petróleo reavivando temores de inflação, adiando apostas em corte de juros
O ouro caiu 1% na quarta-feira, com a alta do petróleo reavivando temores de inflação, reduzindo as expectativas de cortes de juros no curto prazo pelos principais bancos centrais.

Os preços do ouro caíram na quarta-feira, com a escalada das tensões no Oriente Médio elevando os preços do petróleo, reforçando as preocupações de que as pressões inflacionárias podem permanecer elevadas e atrasar possíveis cortes nas taxas de juros pelos principais bancos centrais.
O ouro à vista caiu 1,0% para US$ 4.444,86 a onça às 05:42 ET (09:42 GMT), enquanto os futuros do ouro dos EUA também caíram 1,0% para US$ 4.475,62 a onça. A queda ocorreu enquanto os preços do petróleo bruto dispararam com relatos de novos confrontos militares entre os Estados Unidos e o Irã, com o exército dos EUA afirmando que os ataques iranianos contra o Kuwait, Bahrein e outros locais foram interceptados ou não tiveram sucesso.
Para os traders de ouro, o movimento ressalta a sensibilidade do metal às mudanças nas expectativas de juros. Preços mais altos do petróleo alimentam medidas de inflação mais amplas, o que pode manter os bancos centrais, particularmente o Federal Reserve, em uma trajetória hawkish. O ouro, como ativo sem rendimento, tende a enfrentar ventos contrários quando os rendimentos reais sobem ou quando os cortes de juros são adiados. Os preços do ouro ao vivo e gráficos na NowPrice mostram como o mercado está reagindo a essas correntes cruzadas em tempo real.
Olhando adiante, os traders focarão nos próximos dados de inflação dos EUA e em qualquer desenvolvimento adicional no Oriente Médio. Uma alta sustentada do petróleo pode manter o ouro sob pressão, enquanto uma escalada das tensões geopolíticas pode eventualmente reavivar as compras de porto seguro. O suporte chave para o ouro à vista está próximo do nível de US$ 4.400, com resistência em US$ 4.500.