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Ações europeias caem com impasse nas negociações EUA-Irã

Os mercados de ações europeus caíram na segunda-feira após as negociações entre EUA e Irã encontrarem um obstáculo, com ambos os lados acusando-se mutuamente de fazer exigências excessivas.

Ações europeias caem com impasse nas negociações EUA-Irã

Os mercados de ações europeus caíram na segunda-feira, com o otimismo sobre um possível acordo entre EUA e Irã desaparecendo durante o fim de semana. Ambos os lados acusaram-se mutuamente de fazer exigências irracionais, com o presidente Trump chamando a proposta iraniana de "totalmente inaceitável". O índice Stoxx 600 recuou 0,8%, enquanto os futuros de títulos do governo alemão (Bund) subiram, refletindo a busca por segurança. A aversão ao risco também se manifestou nos swaps de taxas de juros, com os spreads de swap de 10 anos se estreitando, sinalizando menor apetite por risco de crédito.

O colapso das negociações elimina uma fonte-chave de prêmio de risco geopolítico que vinha se comprimindo nas sessões recentes. Para os traders de taxas de juros, isso significa incerteza renovada que pode apoiar fluxos de fuga para ativos seguros, como títulos públicos, potencialmente pressionando os rendimentos. A mudança no sentimento é visível nos gráficos de preços em tempo real da NowPrice, onde os futuros de títulos europeus subiram ligeiramente junto com a queda das ações. No contexto do mandato dual do Fed, que busca máximo emprego e estabilidade de preços, a incerteza geopolítica pode reforçar a postura cautelosa do banco central, especialmente se os preços de energia elevados pressionarem a inflação. A curva de juros nos EUA permanece invertida, com o rendimento de 2 anos acima do de 10 anos, sinalizando expectativas de desaceleração econômica. A decomposição do prêmio a termo sugere que a inversão reflete tanto expectativas de cortes de juros quanto aversão ao risco. Na Europa, o BCE mantém seu mecanismo de proteção de transmissão (TPI) para evitar fragmentação, mas a alta dos yields periféricos pode testar sua eficácia.

Olhando adiante, a atenção do mercado provavelmente se voltará para as relações EUA-China, com Trump se preparando para visitar Pequim no final desta semana. Qualquer nova tensão comercial pode amplificar ainda mais o posicionamento de aversão ao risco, enquanto o impasse EUA-Irã mantém os preços de energia elevados. Os traders ficarão atentos a quaisquer declarações oficiais de qualquer um dos lados que possam sinalizar um caminho de volta à mesa de negociações. Além disso, os impactos no balanço do Fed, com a redução de seu portfólio de títulos (quantitative tightening), podem amplificar a volatilidade nos mercados de renda fixa, especialmente se a demanda por ativos seguros aumentar simultaneamente.

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Resumo editorial por NowPrice. Leia o artigo original na fonte para a reportagem completa.