Micron entra no clube do trilhão de dólares com aceleração da febre de IA
A Micron Technology entrou para o clube de capitalização de mercado de US$ 1 trilhão, impulsionada pela demanda por chips de memória impulsionada por IA, com o Goldman Sachs prevendo mais ganhos.

A Micron Technology entrou para o clube de capitalização de mercado de US$ 1 trilhão, tornando-se a mais recente fabricante de chips a surfar a onda da inteligência artificial para novas alturas. As ações da empresa dispararam na quarta-feira, elevando sua avaliação acima da marca de US$ 1 trilhão pela primeira vez, com investidores apostando em demanda sustentada por seus chips de memória usados em data centers de IA.
O marco ressalta a crescente febre de IA que remodelou o cenário de semicondutores. O Goldman Sachs prevê ainda mais ganhos, citando a posição estratégica da Micron no mercado de memória de alta largura de banda, crítica para treinar grandes modelos de linguagem. Para traders de taxas de juros e política de bancos centrais, o rali em ações relacionadas à IA tem implicações mais amplas: alimenta o sentimento de risco, o que pode pressionar títulos seguros e elevar os rendimentos. O índice Nasdaq Composite, de forte peso tecnológico, também atingiu novas máximas, refletindo o apetite do mercado por ações de crescimento apesar das taxas de juros elevadas. As cotações em tempo real da NowPrice mostram o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos pairando perto das máximas recentes, enquanto traders avaliam o impacto dos ganhos de produtividade impulsionados pela IA na inflação e na trajetória da política do Fed.
Olhando adiante, investidores monitorarão os próximos dados econômicos dos EUA, incluindo a inflação do gasto com consumo pessoal (PCE), em busca de pistas sobre se o Fed pode cortar juros este ano. A sustentabilidade do trade de IA também será testada por relatórios de lucros de outras fabricantes de chips e empresas de hiperescala. Qualquer sinal de desaceleração nos gastos com IA pode desencadear uma forte reversão no setor, com efeitos colaterais nos mercados de títulos.