Ações de mercados emergentes sobem mais em dois meses com compras de IA na baixa
As ações de mercados emergentes tiveram seu maior ganho em dois meses, com investidores comprando ações de inteligência artificial a preços mais baixos após a liquidação de segunda-feira, enquanto as moedas de países em desenvolvimento avançaram com a redução das tensões geopolít

As ações de mercados emergentes dispararam mais em dois meses, com investidores comprando ações de inteligência artificial a preços descontados após a forte liquidação de segunda-feira. O rali foi liderado pela Coreia do Sul, onde os índices de tecnologia se recuperaram com compras na baixa de papéis ligados à IA. O índice MSCI Emerging Markets saltou 2,3%, o maior ganho diário desde o início de abril, impulsionado por um movimento generalizado de dip-buying que também elevou futuros de índices americanos. O movimento reflete o chamado "Fed model": com o rendimento do Treasury de 10 anos recuando para 4,5%, o earnings yield do MSCI EM (cerca de 7,5%) torna-se mais atrativo, incentivando a rotação para ativos de risco. Além disso, o forward P/E do índice, em torno de 12x, está abaixo da média de cinco anos de 13x, sugerindo margem para alta.
A onda de compras reflete um maior apetite por risco nas bolsas de países emergentes, com o índice MSCI Emerging Markets registrando seu maior ganho diário desde o início de abril. Os mercados de câmbio também se fortaleceram com Irã e Israel sinalizando uma desescalada das hostilidades, reduzindo a demanda por dólar como porto seguro. A melhora no sentimento foi acompanhada por uma queda no VIX, que caiu para 18 pontos, indicando menor volatilidade implícita. No front setorial, houve rotação para tecnologia e consumo discricionário, enquanto utilities e defensivos ficaram para trás. O buyback yield das empresas de tecnologia emergentes, em média 2,5%, também oferece suporte adicional. Para traders que acompanham esses movimentos, o painel de ações ao vivo da NowPrice fornece dados em tempo real sobre ETFs de mercados emergentes e ADRs individuais.
Olhando adiante, os participantes do mercado observarão novos desdobramentos geopolíticos e as próximas decisões de bancos centrais em economias emergentes-chave. A sustentabilidade do rali de compras na baixa de IA dependerá se os fundamentos de lucros suportam as valuations atuais, especialmente no setor de tecnologia. O forward P/E do setor de tecnologia emergente está em 18x, acima da média histórica, o que exige crescimento robusto dos lucros para justificar os preços. Qualquer renovação de tensões no Oriente Médio pode reverter rapidamente o apetite por risco visto hoje. Além disso, os indicadores de amplitude de mercado, como o número de ações em alta versus baixa, precisam melhorar para confirmar a força do rali. Os investidores também acompanharão os dados de inflação e as decisões de política monetária no Brasil, Índia e Coreia do Sul, que podem influenciar o fluxo de capitais para a região.