Boeing aposta recuperação em Trump, China e novo avião
Espera-se que o CEO da Boeing, Kelly Ortberg, se junte à delegação do presidente Trump à China, apostando em um avanço diplomático para reavivar as vendas no segundo maior mercado de aviação do mundo.

A Boeing aposta sua recuperação em um impulso diplomático do presidente Donald Trump, com o CEO Kelly Ortberg devendo se juntar à delegação dos EUA à China esta semana. A fabricante de aeronaves espera replicar o sucesso da visita de Richard Nixon em 1972, que levou à compra de 10 jatos Boeing 707 e abriu o mercado chinês. A China desde então se tornou o segundo maior mercado de aviação do mundo, mas as vendas da Boeing por lá estagnaram em meio a tensões comerciais e à suspensão do 737 Max.
O que está em jogo é alto para a Boeing, que tem enfrentado problemas de produção, escrutínio regulatório e perda de participação de mercado para a Airbus. Um avanço na China poderia fornecer um impulso muito necessário à sua carteira de pedidos e ajudar a restaurar a confiança dos investidores. Para os traders de ações, o desempenho das ações da Boeing está intimamente ligado à sua capacidade de garantir pedidos internacionais, e qualquer notícia positiva do encontro Trump-Xi poderia impulsionar um rali. As cotações em tempo real da NowPrice mostram as ações da Boeing negociando perto das mínimas recentes, refletindo a perspectiva cautelosa do mercado.
Os investidores acompanharão resultados concretos da reunião, como um quadro para novas compras de aeronaves ou uma resolução de disputas comerciais. O novo avião indescritível, provavelmente o 737 Max ou um modelo futuro, continua central na estratégia da Boeing. Qualquer progresso pode sinalizar um ponto de virada para a empresa, mas os riscos permanecem altos devido às incertezas geopolíticas e à pressão competitiva da família A320neo da Airbus.