Gestor da BlackRock diz que ações europeias são atraentes após queda
Thomas Becker, da BlackRock, diz que as ações da zona do euro são atraentes após a recente queda, já que a crise energética pode impulsionar o investimento fiscal.

As ações da zona do euro tornaram-se atraentes após a recente queda, de acordo com Thomas Becker, gestor de fundos da BlackRock Inc. Ele argumenta que os formuladores de políticas podem usar a atual crise energética para impulsionar o investimento fiscal há muito esperado, o que pode apoiar as avaliações das ações. A crise energética, que elevou os preços do petróleo e do gás, pesou sobre as ações europeias, mas Becker vê um lado positivo: a crise pode forçar os governos a acelerar reformas estruturais e aumentar os gastos com energia renovável e infraestrutura. Esse impulso fiscal, combinado com avaliações já atraentes após a liquidação, torna as ações europeias uma oportunidade atraente para investidores de longo prazo. Para os traders que acompanham os mercados de energia, a página de combustível da NowPrice fornece contexto de preços em tempo real sobre petróleo e gás, insumos-chave para as ações europeias.
A crise energética europeia é impulsionada por fatores como a redução do fornecimento de gás russo e a alta demanda global por energia. O spread Brent-WTI reflete a diferença entre os benchmarks globais, enquanto a capacidade ociosa da OPEP+ e os níveis da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA (SPR) influenciam a oferta. A economia do crack spread, que mede a margem de refino, afeta os preços dos combustíveis. A demanda marginal da China, maior importadora de petróleo, também pressiona os preços. A coordenação entre Arábia Saudita e Rússia na OPEP+ mantém a disciplina de produção, enquanto o mercado pode estar em contango (futuros mais altos que o spot) ou backwardation (spot mais alto), sinalizando expectativas de oferta. Esses mecanismos ampliam o impacto da crise nas ações europeias, mas Becker destaca que a resposta fiscal pode transformar o desafio em oportunidade.
Os investidores devem ficar atentos aos próximos dados econômicos da zona do euro, particularmente inflação e produção industrial, bem como quaisquer anúncios de política do Banco Central Europeu (BCE). Um tom hawkish (restritivo) do BCE pode pressionar as ações, enquanto dados fracos podem levar a cortes de juros, beneficiando o mercado. A direção dos preços da energia também será crucial: uma queda sustentada nos custos do petróleo e do gás, possivelmente devido ao aumento da oferta da OPEP+ ou à liberação da SPR, pode impulsionar ainda mais as perspectivas econômicas e os lucros corporativos da região. Portanto, os investidores devem monitorar tanto os fundamentos macroeconômicos quanto os desenvolvimentos geopolíticos no setor energético.