Veterano alerta que pressão de Trump mascara desastre na oferta de petróleo, petróleo pode chegar a US$ 135
Um veterano da indústria alerta que a pressão do presidente Trump mascarou um desastre iminente na oferta global de petróleo, com o petróleo bruto podendo disparar para US$ 135 o barril.

Um veterano da indústria e ex-trader alerta que a pressão retórica do presidente Donald Trump sobre os produtores de petróleo mascarou uma crise de oferta global cada vez mais profunda, com o petróleo bruto potencialmente atingindo US$ 135 o barril.
Dan Dicker, autor e ex-trader de energia, argumenta que a 'pressão' de Trump—instar publicamente a OPEP e outros produtores a aumentar a produção—só suprimiu temporariamente os preços. Abaixo da superfície, anos de subinvestimento em nova produção, tensões geopolíticas e capacidade ociosa em declínio criaram um déficit estrutural. O mercado enfrenta um desastre de oferta que pode desencadear um forte salto de preços assim que o teto artificial da pressão política desaparecer.
Para os traders de combustíveis, esse cenário ressalta a fragilidade dos equilíbrios atuais de oferta. O spread Brent-WTI pode se ampliar à medida que diferentes qualidades sentem a pressão, e as refinarias podem enfrentar compressão de margens devido ao aumento dos custos do petróleo bruto. Os preços de combustíveis e gráficos ao vivo na NowPrice mostram como o mercado já está precificando esses riscos, com a volatilidade esperada para aumentar. Os traders devem ficar atentos a quaisquer sinais de discórdia na OPEP+ ou interrupções inesperadas que possam acelerar o movimento em direção aos US$ 135.
Olhando adiante, a questão chave é se os produtores podem aumentar a produção rápido o suficiente para evitar uma crise. Com o crescimento do xisto americano desacelerando e a capacidade ociosa da OPEP diminuindo, a margem de erro é pequena. Qualquer interrupção—de furacões no Golfo do México a pontos críticos geopolíticos—pode ser o catalisador que dispara o petróleo bruto. Os traders devem monitorar os dados semanais de estoques e os resultados das reuniões da OPEP+ para pistas sobre a trajetória da oferta.