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Combustívelvia OilPrice

Importações de GNL dos EUA para a UE caem devido ao diferencial de preços, ameaçando acordo comercial

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As importações europeias de gás natural liquefeito dos EUA caíram acentuadamente em junho, com os preços mais altos tornando as cargas americanas não competitivas, complicando o novo acordo comercial UE-EUA.

Importações de GNL dos EUA para a UE caem devido ao diferencial de preços, ameaçando acordo comercial

As importações europeias de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA caíram acentuadamente em junho, com os carregamentos americanos se tornando muito caros em relação a outros fornecedores, ameaçando a viabilidade do novo acordo comercial UE-EUA.

A União Europeia tem sido a maior compradora regional de GNL dos EUA por dois anos, impulsionada por sanções ao gás russo e uma proibição de compras de GNL russo a partir de 2027. No entanto, no mês passado, os compradores europeus evitaram o gás americano devido a um diferencial de preços crescente. Os preços do GNL dos EUA subiram devido à forte demanda doméstica e custos mais altos de gás de alimentação, enquanto os preços de referência europeus caíram devido ao armazenamento abundante e ao consumo industrial mais fraco. Essa divergência tornou os carregamentos americanos não competitivos, levando a uma queda significativa nas importações.

Para os traders de energia, a mudança nos fluxos de GNL tem implicações imediatas nos preços. O spread entre os benchmarks Henry Hub dos EUA e TTF europeu se ampliou, sinalizando uma perda de competitividade de preços dos EUA. Os traders podem acompanhar esses movimentos de preços em tempo real no painel de combustíveis ao vivo da NowPrice para rastrear as oportunidades de arbitragem em mudança. A queda também levanta questões sobre a economia de exportação de GNL dos EUA, pois os compradores europeus podem recorrer cada vez mais ao Catar, Nigéria ou outros fornecedores. Se a tendência persistir, pode pressionar os produtores de GNL dos EUA a reduzir os preços ou correr o risco de perder participação de mercado em seu mercado de exportação mais importante.

Olhando para o futuro, os principais pontos de dados a serem observados são os volumes semanais de exportação de GNL dos EUA da Administração de Informação de Energia e os níveis de armazenamento de gás europeu da Gas Infrastructure Europe. O acordo comercial UE-EUA, que entrou em vigor em julho, inclui disposições para cooperação energética, mas a desconexão de preços prejudica seus benefícios imediatos. Se o GNL dos EUA permanecer não competitivo durante o verão, a administração Biden pode enfrentar pressão para lidar com os custos de exportação ou arriscar uma ruptura diplomática com Bruxelas. Os próximos meses testarão se o acordo comercial pode proporcionar a segurança energética prometida ou se as forças do mercado anularão os acordos políticos.

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Resumo editorial por NowPrice. Leia o artigo original na fonte para a reportagem completa.