Empresas de tecnologia limpa do Reino Unido planejam maior projeto de captura direta de ar da Europa
As empresas de tecnologia limpa do Reino Unido Airhive, Mission Zero Technologies e Progressive Energy formaram a UnionDAC para construir a maior instalação de captura direta de ar da Europa em Teesside, com meta de remover CO2 até 2030.

Empresas de tecnologia de energia limpa do Reino Unido criaram uma joint venture para construir e operar o maior projeto de captura direta de ar (DAC) da Europa. A nova empresa, chamada UnionDAC, reúne os desenvolvedores de tecnologia de captura de carbono Airhive e Mission Zero Technologies com a Progressive Energy, uma desenvolvedora de projetos de energia de baixo carbono. A instalação será localizada em Teesside, ao sul de Newcastle, e deverá começar a remover dióxido de carbono (CO2) da atmosfera em 2030, com planos de expandir as operações até 2032.
Para traders de energia e investidores, esse desenvolvimento sinaliza um crescente impulso comercial por trás da tecnologia DAC, considerada uma ferramenta crítica para atingir metas de emissões líquidas zero. Embora o DAC ainda seja caro e intensivo em energia, projetos de grande escala como o UnionDAC podem ajudar a reduzir os custos ao longo do tempo. O projeto também destaca a ambição do Reino Unido de se tornar líder em tecnologias de remoção de carbono, potencialmente criando novos mercados de créditos de carbono e oportunidades de compensação para empresas de petróleo e gás que buscam descarbonizar. Para preços em tempo real de créditos de carbono ou commodities energéticas relacionadas, verifique a página de carbono da NowPrice.
Olhando para o futuro, o sucesso da UnionDAC dependerá da obtenção de financiamento suficiente, apoio regulatório e avanços tecnológicos para melhorar a eficiência. O cronograma do projeto até 2030 dá espaço para avanços na tecnologia DAC, mas a concorrência de outros projetos globais, especialmente nos EUA e na Europa, pode moldar o cenário do mercado. Os investidores devem monitorar os desenvolvimentos políticos em torno da precificação de carbono e subsídios, pois estes serão fundamentais para a viabilidade econômica dos projetos DAC.