Lagarde vê desnecessária resposta mais forte do BCE à guerra
A presidente do BCE, Lagarde, afirmou que o banco central não precisa intensificar sua resposta política ao conflito no Oriente Médio, já que a inflação deve retornar à meta no médio prazo.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a instituição não precisa responder com mais força aos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio, já que a inflação está a caminho de retornar à meta de 2% no médio prazo. Falando na segunda-feira, Lagarde enfatizou que a atual postura da política monetária continua apropriada apesar da incerteza geopolítica.
A avaliação do BCE sugere que o impacto da guerra nos preços de energia e nas cadeias de suprimentos foi contido, reduzindo a necessidade de uma ação agressiva nas taxas. Para os traders que monitoram os spreads de taxas de juros, os comentários de Lagarde reforçam as expectativas de que o BCE manterá as taxas estáveis nos próximos meses, divergindo do possível ciclo de afrouxamento do Federal Reserve. Os dados ao vivo de taxas e da curva de rendimentos no NowPrice mostram como os mercados estão precificando essa divergência, com a curva de rendimentos da zona do euro se inclinando ligeiramente à medida que as apostas de alta de curto prazo desaparecem.
Olhando para o futuro, os pontos de dados importantes a serem observados incluem as leituras de inflação da zona do euro de junho e as projeções trimestrais da equipe do BCE em setembro. Se a inflação se mostrar mais persistente do que o esperado, a postura de Lagarde pode mudar. Por enquanto, o banco central parece confortável em esperar mais clareza sobre a trajetória econômica do conflito antes de ajustar a política.