Café da Nicarágua: produção cai 4,7% devido ao El Niño e custos de fertilizantes
A produção de café verde da Nicarágua deve cair 4,7% para 2,44 milhões de sacas em 2026/27, pressionada pelo risco de seca do El Niño e pelo aumento dos custos dos fertilizantes.

A produção de café verde da Nicarágua deve cair 4,7% para 2,44 milhões de sacas de 60 kg no ano comercial 2026/27, de acordo com um relatório recente. A queda é atribuída ao risco de seca relacionado ao El Niño e ao aumento dos custos dos fertilizantes, que ameaçam os rendimentos no país centro-americano. O fenômeno El Niño tende a reduzir as chuvas na América Central, prejudicando a floração e o desenvolvimento dos grãos, enquanto os fertilizantes, insumo essencial para a produtividade, tiveram seus preços elevados devido a fatores como custos de energia e logística global.
Para os traders do mercado de café, essa redução na oferta de um produtor-chave pode apertar a disponibilidade global e sustentar os preços do café arábica. A Nicarágua é uma exportadora significativa de arábica de alta qualidade, e qualquer déficit de produção pode deslocar a demanda para outras origens, como Colômbia ou Brasil. Em um mercado já sensível a desequilíbrios entre oferta e demanda, a contração da produção nicaraguense tende a reforçar uma postura altista para os futuros do arábica, especialmente se outros países também enfrentarem problemas climáticos. As cotações em tempo real de commodities da NowPrice fornecem os preços mais recentes do arábica e robusta para os participantes do mercado que acompanham esses desenvolvimentos.
Olhando adiante, a atenção do mercado se concentrará na intensidade do padrão climático El Niño e seu impacto em outras regiões produtoras de café na América Central, como Honduras e Guatemala. Além disso, as tendências dos preços dos fertilizantes e seu efeito nos custos dos insumos dos agricultores serão monitorados de perto à medida que a safra 2026/27 avança. Se o El Niño se intensificar, novas revisões baixistas para a produção podem surgir, enquanto uma normalização nos custos de fertilizantes poderia aliviar parte da pressão sobre os cafeicultores.