Goldman Sachs alerta que tráfego no Estreito de Ormuz pode nunca se recuperar totalmente
Goldman Sachs alerta que o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz pode se recuperar apenas para 70% dos níveis pré-guerra devido a rotas alternativas, potencialmente remodelando as cadeias de suprimento de petróleo.

O Goldman Sachs alertou que o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz pode nunca retornar totalmente aos níveis pré-guerra, com analistas projetando uma recuperação para apenas 70% dos fluxos anteriores, ou cerca de 13 milhões de barris por dia, até o final de julho.
A avaliação do banco de investimento destaca o impacto duradouro do conflito em um dos gargalos energéticos mais críticos do mundo. Os produtores de petróleo do Oriente Médio têm recorrido cada vez mais a rotas de exportação alternativas, como oleodutos que contornam o estreito, reduzindo a dependência do trânsito por Ormuz. Essa mudança, se mantida, pode alterar fundamentalmente a dinâmica da oferta global de petróleo, potencialmente reduzindo a importância estratégica do estreito e o prêmio de risco associado à sua interrupção.
Para os traders de petróleo, as implicações são significativas. Uma redução permanente no tráfego por Ormuz pode apertar as margens de capacidade ociosa e aumentar a importância de outras rotas de suprimento, como os oleodutos do Mar Vermelho e do Mediterrâneo. Os traders devem monitorar as decisões de produção da OPEP+ e o ritmo dos investimentos em infraestrutura em corredores alternativos. O prazo de recuperação para 13 milhões de bpd até o final de julho será um indicador-chave de curto prazo da rapidez com que as cadeias de suprimento estão se adaptando.